Parece brincadeira, mas uma guerra judicial está sendo travada para decidir quem tem o direito de usar a marca Os Leleke’s e a música que se tornou um viral na web, Passinho do Volante. A queda de braço é entre a Furacão 2000 Produções Artísticas e a Lek Produções. Amas alegam serem as responsáveis pela formação do grupo de funk que estourou na internet em fevereiro e teve a coreografia imitada por Neymar em campo – índice de popularidade atualmente.

Uma decisão da 16ª Câmara Cível determinou nesta sexta-feira que somente a Lek Produções é quem pode usar o nome do grupo e se apresentar com a música em shows e programas de TV. A decisão em segunda instância, assinada pela juíza Rosa Maria Cirigliano Maneschy, proíbe a empresa de Rômulo Costa de fazer show com o funkeiros e fixa uma multa de 100 mil reais por descumprimento.

“Os réus (Furacão 2000) não podem fazer uso do nome MC Federado e Leleke’s nem cantar a música que os lançou no mercado, Passinho do Volante por ser autoria e obra de terceiro”, explica a juíza. A punição pode começar neste final de semana, quando está previsto para ir ao ar na TV Globo apresentações da formação do Furacão 2000 nos programas TV Xuxa eEsquenta.

Em primeira instância, porém, a vitória na Justiça havia sido de Rômulo Costa, que conseguiu em março passado uma liminar garantindo a ele os direitos sobre a marca. No mesmo mês, o empresário registrou uma queixa na Polícia Civil e os quatro jovens do grupo da Lek Produções foram presos após um show em Minas Gerais.

Criado em setembro de 2012, MC Federado e os Leleke’s fizeram sucesso em todo o país com o funk Passinho do Volante, cujo vídeo – publicado em janeiro – teve mais de 30 milhões de visualizações no Youtube. Em março, três integrantes deixaram a formação original e assinaram contrato com a Furacão 2000, mantendo o nome. Foi então que a Lek Produções entrou com uma ação impedindo o uso da marca e da música – que estrelou até comercial da Mercedes para o lançamento do novo Classe A.

Fonte: veja.com